A Chegada de Vinicius De Moraes a Benicarló

"Αυτό που δεν με σκοτώνει με κάνει πιο δυνατό"
"Beni öldürmeyen Beni güçlendiriyor"
"Lo que no me mata Me hace más fuerte"
Tot allò que no em mata Em fa més fort
Divendres 26 de Febrer del 2010
Viernes 26 de Febrero del 2010
Παρασκευή 26 Φεβρουαρίου 2010
26 Şubat 2010 Cuma
Sexta-feira 26 de Fevreiro de 2010

___IMAGEM DO DIA___
“Almas gêmeas” (Il.lustració: Enric)

_Chegou Vinicius de Moraes_
Chegou de manhã. Chegou como faz um suspiro de felicidade, mais um pouco torturado pelo transoceânico viagem. Abrir, procurar, encontrar a estreita lombada protegida pela música e la beleza estranha do homem dúctil e voz sem inibição: Ney matogrosso...e seu prazeroso "Batuque" !!!

“O que é que a baiana tem? / Qué es lo que tiene la “Baiana”?
O que é que a baiana tem? / Qué es lo que tiene la “Baiana”?
Tem torso de seda, tem! / Tiene el busto de seda, eso tiene !
Tem brinco de ouro, tem! / Tiene el gracejo de oro, eso tiene!
Corrente de ouro, tem! / Pendiente de oro, eso tiene !
Tem pano-da-costa, tem! / Tiene chal *de la costa, eso tiene !
Tem bata rendada, tem! / Tiene blusón de encaje, eso tiene !
Pulseira de ouro, tem! / Pulsera de oro, tiene!
Tem saia engomada, tem! / Tiene falda almidonada, tiene !
E sandália enfeitada, tem! / Y sandalias adornadas, tiene !
Tem graça como ninguém! / Tiene gracia como ninguna !
Como ella requebra bem! / Así de bien ella se bambolea !

*se refiere a la costa africana, de tejidos llegados de áfrica
( “O que é que a Baiana tem?”, Dorival Caymmi, 1939)
(Ilustração: Heitor dos Prazeres -incluído no libreto do CD)

E chegou oportuno, papel e palabra, e sonos do antanho que eu lembrei na memória das minhas vivências, dos meus idolatrados cantores-poetas brasileiros. Chegou e falou para mim versos tão belos que eu devorei e bebi até acabar embebedado, abençoado.
As palavras lindas, as palabras que são pura vida...Vinicius, disse...
“Tu me olharás silenciosamente
E eu te olharei também, com nostalgia
E partiremos, tontos de poesia
Para a porta de treva aberta em frente”.

"Soneto da hora final" (fragmento) Montevideo 1960E olhar e olhar... e ler e ler as palavras, sentir a roça dos sentimentos bichanar como a aragem na rama das árvores, plenos en sua formosura, mais um pouco afligidos também. Os sonetos de Vinicius de Moraes, transportados pelo tempo sugerem compassos e notas do cavaquinho, do violão e da inesperada estridência do apito primeiro nascido para desvirgar a festa e o Carnaval. É música feita lírica poética. É poesia dada pelas musas ao grande compositor carioca. É pura verdade e também um certo homenagem as grandes figuras de pintura à literatura que a ele marcaram.
Assim, desde o livro dos sonetos emergem nomes como Lasar Segall, Pablo Neruda, Rafael Alberti ou Baudelaire:

“Poeta, um pouco à tua maneira
E para distrair o spleen
Que estou sentindo vir a mim
Em sua ronda costumeira”

"Bilhete a Baudelaire" (fragmento) Los Ángeles, 1947

“Ah! Por que estou tao
sozinho?
Ah! Por que tudo é tao
triste?
Ah! A beleza que existe,
a beleza que nao é
so minha,
que tambem passa
sozinha”.

“Garôta de Ipanema” Jobim & De Moraes
Não vou a dizer muito mais porque ficou todo dito. Simplesmente agradecer a Josafá, o amigo paulistano do meu coração , este ótimo gesto poético e literario, pelo outro lado, tão digno como dos nossos amados livreiros do 84 Charing Cross Road , não é assim?

And now, eu quero animar a todo o mundo a quebrar os tópicos e esquecer por um momento as “Garotas e garotos de Ipanema” de Vinicius e Jobim para entrar um poucochinho mais nas periferias dos grandes símbolos, dos grandes personagems da cultura e, sim, também do grande, grandíssimo Vinicius de Moraes, como não?

E, uma vez mais, muito obrigadinho a meu “brother” do Brazil !!!

7 comentaris:

Νίκος-Εμμανουήλ ha dit...

Kalispera, Enric!

Me alegro infinitamente de la llegada de esta "embajada cultural" que directamente te llega desde las bellas tierras brasileiras.

Me alegro de que la amistad (la verdadera) sea capaz de romper, de traspasar la "asepsia" de las tecnologías y hacer posible sentir el aroma de las páginas de un libro que jamás imaginaste que tendrías en tus manos.

Y me alegro, también infinitamente, de que hayas decidido compartir todo esto con los pasajeros del "Bosphorus".

Tienes razón: hay que olvidar un poco esas obras tan tópicas de los grandes compositores brasileiros y profundizar un poco más en esa producción inmensa y tan poco conocida. Lo haremos, lo haremos...

Gracias, Felicidades y un abrazo.

Τα λέμε un día de éstos, ¿no?

;)

ENRIC ha dit...

iyi geceler company !

Sí, yo también me alegro y, aunque sabes bien como soy y como pienso, y además has vivido mis desorientaciones, mis malas interpretaciones y desconfianzas, también debo decirte que nada es perfecto, que nadie es perfecto (y mucho menos yo) y que la amistad es algo que comprendo poco y muchas veces se me hace imposible de mantener (como quien lame un volado...).

De todas maneras sí estoy, de momento, feliz de ampliar esos horizontes y de conocer nuevos territorios donde la cultura y "la vida" se materialices poco a poco. Y ¿qué mejor manera que la literatura? ¿qué mejor manera que la poesía? ¿que manera más fructífera existe para acercarse al prójimo? (aunque sea sigilosamente, como hago yo...no sea que vayan a introducir dolorosamente el dedo en alguna llaga...).

Sí, compartir con Bosphorus es como meter en un cajón de mi estudio un dibujo "en cuarentena". Es, también, dar pistas de "lo" que soy para que "el respetable" juzgue. Eso sí, no aconsejo poner la mano en el fuego para apoyar este atrezzo, esta taqiyya mía...

Y de amigos, amigo, parece entender todo el mundo. Yo no. Pero se que para ello, indefectiblemente, hay que atravesar ciertas fronteras que, normalmente, traen consigo el dolor y el sufrimiento, el riesgo y la superación.
Contigo el barbecho ya está a punto para la siembra... y algo nos costó ¿verdad?...

Veremos qué ocurre con Brasil y su hermosa gente...

Un abrazo muy fuerte, amigo.

Τα λέμε!

Josafá Crisóstomo ha dit...

Sei que você ficou aborrecido comigo por não ter vindo imediatamente acolher a sua tão grata gentileza, a de compartilhar comigo e com todos os que veem a esse sítio, a chegada de vinícius e ney matogrosso a Benicarló.

Penso que o importante sim é que eles tenham chegado e produzido essa alegria verdadeira e contagiante que é a sua para com tudo o que diz respeito à literatura, à arte e à cultura de qualquer povo, da gente humana que está sempre a sentir, a pensar, a refletir e a expressar para os outros os frutos de tanta vida mental e espiritual.
Como amigo brasileiro agradeço sua estima também para com o que nosotros brasileiros temos a dizer e a pensar sobre a grande aventura da vida.

Penso que não preciso justificar minha desconexão nesses últimos dois dias. Fiquei ausente da internet porque a vida real aqui fora dela, urgiu e me aturdiu. Já estou recuperado, Graças!

Nikos abençoado fez seu comentário sempre feliz e sua resposta para ele só revela o grande coração que tens e que sangra de dúvidas sobre a amizade e a possibilidade do encontro verdadeiro entre os mortais. Acredite Enric, não podemos ter pressa para viver, porque a vida ela continua independente dos relógios e calendários. A conexão dos corações amigos é eterna (I believe in it) e quero dizer-te algo que os poetas da minha língua não disseram e nem os da tua.
Digo com Baudelaire:

Que diras-tu ce soir, pauvre âme solitaire,
Que diras-tu, mon coeur, à la très-belle, à la très-bonne, à la très-Chére,
Dont le regard divin t'a soudain refleuri?

- Nous mettrons notre orgueil à chanter ses luanges:
Rien ne vaut la couceur de son autorité;
Sa chair spirituelle a le parfum des Anges,
Et son oeil nous revêt d'un habit de larté.

Que ce soit dans la nuit er dans la multitude,
Son fantôme das l'air danse comme un flambeau.

Parfois il parle er dit: "Je suis belle, et j'ordonne
Que pour l'amour de moi vous n'aimiez que le Beau;
Je suis l'Ange gardien, la Muse et la Madone.

Que dirás esta noite, ó alma abandonada,
Que dirás, coração, deserto e murcho outrora,
À muito bela, à muito boa, à muito amada,
Cujos olhos te fazem reflorir agora?

- Que nosso orgulho apenas cante em seu louvor:
Nada se iguala à sua doce autoridade,
à carne etérea deu-lhe um Anjo seu frescor,
E seu olhar nos banha em branda claridade.

Seja na noite ou na mais funda solidão,
Seja na rua ou na difusa multidão,
Seu fantasma se agita no ar como uma flama.

Às vezes diz: "Sou bela, e ordeno como dona:
Pelo amor que me tens, o Belo apenas ama:
Sou teu Anjo guardião, sou Musa e sou Madona."

um grande abraço: pleno da alegria da hora em que abristes o envelope from Brazil! ;-D

Josafá Crisóstomo ha dit...

Na pressa, e por não ter intimidade com o idioma de Baudelaire, digitei o poema com erros e lacunas. Aqui, ele está como no original Ok? Pardon.

Que diras-tu ce soir, pauvre âme solitaire,
Que diras-tu, mon coeur, coeur autrefois flétri,
A la très-belle, à la très-bonne, à la très-Chère,
Dont le regard divin t'a soudain refleuri?

- Nous mettrons notre orgueil à chanter ses louanges:
Rien ne vaut la douceur de son autorité;
Sa chair spirituelle a le parfum des Anges,
Et son oeil nous revêt d'un habit de clarté.

Que ce soit dans la nuit et dans la solitude,
Que ce soit dans la rue e dans la multitude,
Son fantôme das l'air danse comme un flambeau.

Parfois il parle er dit: "Je suis belle, et j'ordonne
Que pour l'amour de moi vous n'aimiez que le Beau;
Je suis l'Ange gardien, la Muse et la Madone.

I. Martínez ha dit...

Buenas!

Después de lo comentado por aquí arriba poco más puedo decir yo, sólo darte las gracias de nuevo por ampliarme mis limitados horizontes :D y de una forma tan bella.

Un abrazo grande!

ENRIC ha dit...

Olá Josafá,

Después de esperar, pacientemente, a que la lívida faz del coléra y el despecho se reactive con la circulación del crúor y el color que antaño dio realidad a mi rostro retorne veo en la poesía, en la "mega-poesía" de Bodelaire un indicio de impiedad que me reconforta, que me afloja la susodicha ira, el rencor sempiterno del bapuleado. Y así, después de lo hablado, de lo discurrido, veo el río fluir, nuevamente, hacia el mar inmenso y Dios, mar que lo es todo, que todo lo manda en sus designios...

Y leo, también, a ese Bodelaire haciéndolo algo propio, un poco vecino de maldades que añoro:

"Què dirràs aquest vespre, ànima entotsolada,
què diràs tu, cor meu, cor altre temps marcit,
a la mort bella, i bona, a la mort estimada,
que tot d'una amb l'esguard diví t'ha reflorit?".

T'ha reflorit...ha reflorit... Refloreix, reflorece y se crece en su alimento, se "auto-pare" para nacer sí o sí, sin necesidad de someterse. Y como Fénix, de las cenizas recomponiéndose, virando, tal vez rectificando su rumbo para llegar al puerto de las verdades hirientes, de las heridas verdaderas.

Leo, y leo... y leo ahora a Ibn Hamz de Códoba para culminar esta pirámide que crece al revés, que se introduce, desde su punta triangular en La Tierra:

"Dícenme que estás lejos, y contesto:
"Nos hune el mismo Tiempo en que vivimos,
y el mismo sol, que sobre entrambos rueda,
y renueva la luz en cada aurora".

Del tiempo, sea el de Proust, sea el remoto ayer o el lujoso mañana (que otros no gozarán) vamos a ser partícipes, complices, hasta que el mismo tiempo decida...

Un abraço camarada,
al fin amigo desde las heridas del Tiempo y de La Vida.

ENRIC ha dit...

Isa, para gracias, las que tú tienes camarada !!! (y perdón por la frivolidad).

Y es que al final lo único que nos hace crecer, un palmo o una décima, es la belleza que intentamos.
Conseguirlo o no será trascendete o no será. Fracasar es humano pero dejar de intentarlo es, simplemente, egoísmo y mezquindad.

Y, clara justicia, muchas gracias a ti por pasarte, otear por la mirilla e, intencionadamente, dal alas al ego de esta máquina que no evita tampoco lo oscuro entre lo hermoso.

Así, çok teşekküler sana yoldaşım !

Un abrazo !